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Timpanotomia: entenda o que é e quais são os cuidados necessários

Otites são infecções que frequentemente afetam crianças, embora pessoas de qualquer idade possam apresentar os sintomas. Dor muito forte, diminuição da audição, falta de apetite, febre e secreção local podem estar entre os principais deles.

Na maioria das vezes, antibióticos e analgésicos resolvem o problema, mas isso não é uma regra. Nos casos em que essa conduta terapêutica não é eficaz, a timpanotomia é uma opção. Quer saber mais sobre esse procedimento e identificar os casos em que ele é indicado? É só continuar a leitura! 

O que é a timpanotomia? 

Chamada também de miringotomia, é um procedimento cirúrgico cuja finalidade é equilibrar a pressão interna e externa do ouvido, fazendo com que o paciente apresente melhora na audição. A cirurgia consiste na colocação de um tubo de ventilação, o qual previne o acúmulo de líquido por impedir a entrada de ar no ouvido médio. 

Com a ajuda de um microscópio, o cirurgião faz uma incisão na membrana do tímpano, onde encaixa o tubo. Todo o procedimento é realizado com o paciente sedado e dura cerca de uma hora, variando de acordo com a reação de cada pessoa. 

O tubo fica na membrana timpânica cerca de 6 meses e sai espontaneamente. Ou seja, é “expulso” para o conduto auditivo externo, de onde é removido pelo médico. Em alguns casos a colocação do tubo não é necessária; no entanto, isso é constatado apenas no ato operatório. 

Quando o procedimento é indicado?

É comum que a timpanotomia seja indicada para crianças que apresentam periodicamente casos de otite média secretora ou otite média aguda. A primeira consiste em uma inflamação da orelha média em que a membrana timpânica está intacta. Já a segunda é uma infecção no ouvido médio cujo início dos sinais e sintomas é rápido.

Casos de otite média de efusão também recebem indicação para o procedimento, pois a presença de secreção na orelha média pode causar perda auditiva ou otalgia. Para além disso, pacientes com retração da membrana timpânica igualmente podem ser beneficiados.

De modo geral, a intervenção cirúrgica se mostra como uma opção para as situações acima quando os tratamentos habituais não forem suficientes ou ainda quando existe um comprometimento auditivo por tempo superior a três meses.

Quais os cuidados necessários?

O pós-operatório é considerado praticamente indolor, não exigindo o uso de analgésicos. O principal cuidado é em relação à entrada de água nos ouvidos durante o período em que o tubo de ventilação permanece no local. O objetivo é evitar infecções, pois a entrada de água dentro dos tímpanos pode infeccionar o local operado.

Dessa forma, a recomendação é de que atividades aquáticas sejam evitadas e que tampões siliconados sejam utilizados em situações específicas como o banho. Caso ocorra drenagem de secreção do ouvido é fundamental comunicar o médico responsável, o que também deve ser feito diante do surgimento de dores.

Como você pôde perceber, a timpanotomia é um procedimento seguro que tem muito a contribuir para a qualidade de vida de quem sofre com recorrentes quadros de otite. Sendo assim, se as infecções de ouvido fazem parte da sua rotina, não deixe de conversar com um especialista sobre o procedimento — talvez a intervenção cirúrgica seja indicada para o seu caso!

Você já conhecia esse procedimento? Conhece alguém que já passou por ele? Deixe a sua opinião nos comentários!

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