Otorrino Paulista

Rinoplastia: O uso da máscara pode prejudicar os resultados?

Rinoplastia em tempos de pandemia: como os novos hábitos podem afetar a cirurgia

O rosto é nosso cartão de visitas. Por meio dele nós nos expressamos, cativamos e conhecemos uma pessoa. Por isso, desejamos que tudo nele seja agradável aos olhos. E é devido à importância da face em nossas vidas que cirurgias plásticas e corretivas se popularizaram na última década, sendo uma das mais buscadas a rinoplastia.

Em tempos de quarentena, a pesquisa por esse procedimento estético cresceu em 4.800%, de acordo com uma publicação do site Metrópoles, baseada nas pesquisas dos usuários do Google. Além disso, diversas personalidades surgiram nas redes sociais com um novo nariz.

Este aumento é devido à facilidade de recuperação em um período de reclusão, já que os compromissos diminuíram e o home office domina os escritórios do país. Além disso, o período mais frio, no qual nos encontramos, pode diminuir os pequenos incômodos causados pela rinoplastia, como o inchaço do rosto.

Atualmente, o valor de uma rinoplastia é, em média, 8.000 reais, variando de acordo com o profissional estético a trabalhar na operação, o hospital a ser realizado, entre outros fatores.

Para aqueles que estão em busca de um novo nariz, leia a seguir o que é este procedimento cirúrgico e como a “nova rotina” de pandemia pode ou não afetá-lo.

O que é a rinoplastia?

A rinoplastia é um procedimento estético utilizado para remodelar a estrutura nasal (cartilaginosa e óssea). Ela é considerada uma cirurgia de pequeno porte, ou seja, com pouca probabilidade de perda de fluido e sangue. Além do seu objetivo estético, é utilizada para uma melhoria respiratória. Sendo assim, traz benefícios à saúde física e mental.

Rinoplastia antes e depois. | Imagem retirada do site Revista Saúde

Este procedimento possui duas versões, a rinoplastia estruturada e a redutora. Elas se diferem nos seguintes aspectos:

– Estruturada: neste procedimento, as estruturas óssea e cartilaginosa são moldadas dando às narinas um novo formato e aspecto. Para aqueles que desejam aumentar o nariz, enxertos de cartilagem (retirados das costelas, orelhas ou do próprio nariz do paciente) são aplicados ao local. Após este processo, os ligamentos são reconstruídos, o que impossibilita alterações posteriores à cirurgia. A rinoplastia estruturada possui um baixo índice de rejeição, uma das razões para ser a mais recomendada pelos profissionais da área.

– Redutora: este procedimento diminui a estrutura nasal por meio da descontinuidade dos ligamentos, da modelagem óssea e, se necessário, da retirada de cartilagem e dos ossos, para ajustar o nariz ao formato desejado. Devido aos riscos, é pouco recomendada por cirurgiões plásticos.

O tempo de recuperação da rinoplastia é, em média, quinze dias. Após este período, já é possível retornar às atividades mais simples, como o trabalho. Após quatro semanas o paciente pode voltar aos exercícios físicos moderados, e após três meses estão liberados os esportes ou atividades de maior impacto. O resultado é observado após um ano. A recuperação total é mais lenta do que em outros procedimentos estéticos, mas o antes e depois é, geralmente, rapidamente visto.

O uso da máscara pode afetar a rinoplastia?

Em meio à pandemia do coronavírus, o uso da máscara para prevenção da doença se tornou obrigatório em comércios, transportes públicos e outros locais. Sendo assim, a maior preocupação daqueles que realizarão ou que já realizaram a rinoplastia é a máscara afetar o resultado do procedimento ou influenciar na recuperação cirúrgica.

O objeto não faz mal e pode servir, até mesmo, como um aliado no pós-operatório, ajudando a esconder o inchaço e arroxeado que ficam na região. Para o Dr. Fabiano Haddad Brandão, o uso de máscara não prejudica o resultado, mas é preciso ter cuidado. Ele recomenda que nos primeiros 14 dias não se use a máscara, por ser o período mais crítico. Após 30 a 40 dias da cirurgia, o seu uso, como o de óculos (sejam eles de proteção ou de grau), está permitido. O médico ainda reforça o uso de versões macias, que não apertem a região do nariz e queixo, além de não apresentarem o pequeno metal utilizado no acessório para moldá-lo ao formato nasal. Esta indicação é para prevenir que elas machuquem a região sensível devido à operação.

Doutor Brandão ainda afirma que, neste período, a cirurgia plástica mais afetada pelo uso de máscaras é a otoplastia, a correção das famosas “orelhas de abano”. Neste caso, ele indica a utilização de máscaras que não se prendam nas orelhas, e após 45 dias o uso é permitido normalmente.

Para aqueles que já realizaram a cirurgia, e todo o processo de cicatrização já ocorreu, não há perigo do nariz ser prejudicado de maneira alguma. Lembre-se: consulte um especialista antes de qualquer procedimento estético.

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